The Whole30 Challenge

Arranca um novo desafio por aqui.
Nada de muito novo na minha vida, é apenas o definir de novas pequenas metas pessoais para relativizar um bocadinho o processo. Falo de dieta e falo de vida saudável neste primeiro dia de outono real. Para quem não conhece o tema e decidir aderir, pode ser verdadeiramente life changing. Hoje venho falar-vos do método Whole30.

 

Como me atraí pelo Whole30

Aqui em casa somos dois a fazer “alimentação whole”, mas estamos nesta rotina há bastante tempo e começamos a vacilar.

Começámos a dar-nos permissão para “desvios muito necessários”, que antes, para nós, eram impensáveis. Durante mais de um ano e meio fizemos tudo limpinho, de forma exemplar, absorvidos pelo compromisso – deste lado ninguém gosta de perder tempo a fazer coisas a meio termo. No entanto, à medida que arrastamos esta rotina super exigente e com poucos resultados (o meu stress louco bloqueia-os), depois de dois anos consecutivos nisto começa a ser muito desgastante.

[note-se que antes desta alimentação já vínhamos de ciclos de dietas muito exigentes e a verdade é que estamos “em sacrifício” há demasiados anos…]

Sei que há quem faça esta alimentação clean todos os dias do ano, ano após ano – e que exemplo maravilhoso que são! – e também é mais ou menos esse o nosso objetivo a longo-prazo, mas agora atravessamos uma fase de vida muito turbulenta e manter esta dieta tão disciplinada não está a ser fácil. Não por uma questão de rotina (nunca pode ser a rotina!), mas por questões de psicológico.

Perante isto, não vim aqui hoje para fazer queixinhas, dizer que não há condições, que vou parar, fazer um intervalo ou desistir. Pelo contrário, vim antes partilhar um novo compromisso, de que vou aplicar-me ainda mais, mas agora com uma nova estratégia – só para fazer um refresh, porque na prática não é diferente, apenas difere psicologicamente. Vou partilhar convosco o desafio do Whole30, porque decidi iniciá-lo e achei que é bom de divulgar – é saudável e aconselhável para quase toda a gente.

 

O desafio

Este movimento conhecido não é mais do que fazer praticamente a alimentação que já faço, mas não de forma permanente: são só 30 dias seguidos deste plano, sem “sujar”, questionar ou desistir.

Este desafio é cada vez mais popular no mundo inteiro (quantas pessoas estarão a fazê-lo neste momento??) e tem como objetivo principal levar as pessoas (os participantes) a mudar os seus hábitos alimentares. Depois de se obrigarem a cumprir estas regras, livrarem-se do que faz mal, criarem rotinas saudáveis e “safarem-se” sem maus alimentos durante 30 dias consecutivos, notarão certamente as diferenças positivas no fim deste primeiro mês.

Chamo-lhe mesmo “o primeiro mês” porque raramente as pessoas querem voltar aos maus hábitos que tinham antes. Depois de trinta dias a comer limpo sentem-se logo as diferenças: mais vitalidade, energia, melhorias na pele, no sono, no humor, menos inchaço, menos peso, menos desejos, menos fome, mais consciência. Acima de tudo, percebe-se que comer saudável não é um bicho de sete cabeças, que é altamente compensador e descomplica-se o que nos impede diariamente de abraçar com consistência uma vida mais saudável.

 

Mais consequências do Whole30

Descobre-se que só é preciso é arregaçar as mangas e começar. Porque, como em tudo o que nos traz grandes benefícios, há dificuldades, mas que são amplamente compensadas com os resultados. Para mim, os resultados mais relevantes destas opções alimentares são os invisíveis: a proteção que damos ao nosso organismo! Ao parar de ingerir alimentos que nos intoxicam e matam aos poucos, acabamos por ter um corpo “limpinho” de quase tudo o que é mau, defendido da formação de doenças e complicações.

Disse “quase tudo” porque a alimentação não define 100% dos nossos resultados a nível de doenças e problemas ao longo da vida: fatores como a falta de exercício físico, de sono de qualidade, a nossa atitude perante os acontecimentos, stress e pensamentos tóxicos anulam muitos dos benefícios de uma dieta cuidada. Ou seja, quem não consegue controlar alguns destes fatores negativos, deve apostar ainda mais numa alimentação clean. Esta vai ajudar no equilíbrio geral de tudo o resto.

Assim, para quem sempre quis experimentar comer bem, livrar-se do que faz mal, mesmo que seja numa experiência do estilo “terapia de choque”, o Whole30 parece ser o desafio ideal.

Estou a divulgar para que todos possam considerar aderir, experimentar e descomplicar: além de ser de curta duração, outro incentivo a entrar neste desafio é o de pertencer a uma comunidade que está a passar pelo mesmo. Com o hashtag #Whole30 vemos quem está a fazê-lo connosco, tiramos ideias infinitas de refeição e snacks, vemos resultados alheios, sentimo-nos acompanhados e confortados neste percurso. Ah, e eu já referi que se emagrece bastante? É agora que vos convenço a aderir :)

 

E como é na prática?

Aqui fica então – muito resumidamente e sem grandes explicações – tudo o que é imediatamente cortado da alimentação nestes dias #Whole30, ou seja, tudo o que nos faz mal e inflama diariamente:

  • Açúcar e adoçantes de qualquer espécie
  • Laticínios e quaisquer derivados
  • Alimentos processados e todo o tipo de ingredientes artificiais, aditivos alimentares, químicos, etc.
  • Todo o tipo de cereais, grãos e leguminosas
  • Álcool, nem mesmo para cozinhar

[Atenção que esta é uma visão muito superficial deste plano, se quiserem aderir terão de ir pesquisar por mais detalhes das restrições]

Em compensação, podemos comer legumes e vegetais sem limites, podemos comer alguma fruta e investir nos ovos, frutos secos, peixe e carne, tudo isto enquanto sabemos que estamos a cuidar da nossa saúde e a efetuar uma mudança muito positiva. No meu caso particular, e por motivo de dieta (que vai além de “comer limpo”), ainda excluo os legumes doces, como a cenoura, abóbora e milho, e a batata doce (que é permitida no Whole30, embora em quantidade reduzida).

Para sermos Whole, ainda devemos dar preferência a alimentos biológicos, peixe selvagem, carne o mais saudável que conseguirmos (eu só compro de origem portuguesa, por exemplo) e respeitar horários de refeição. No fundo, sermos o mais naturais possível. Pode parecer difícil, mas é por isso que o Whole30 surge em forma de desafio: para poder ser experimentado, com companhia, com curta duração e apenas com possibilidade de resultados positivos no fim desta experiência.

 

Resumindo…

Quis partilhar aqui o Whole30 em jeito de desafio pessoal, para dividir o meu compromisso diário em blocos de 30 dias, de forma a que esta missão parece menos “infinita” – e, já agora, com algum tipo de recompensa ao fim de cada maratona de foco, além dos bons resultados alcançados.

Se podia ter arrancado sem fazer o post? Podia… Mas assim como se juntavam ao desafio? :)
Digam-me se já conheciam, se estão a fazer ou se já experimentaram antes.

No mínimo, acompanhem quem faz e tirem boas ideias para refeições saudáveis e novas rotinas. Estes planos alimentares são bastante aborrecidos (comida sem grande criatividade, pois só assim se criam rotinas com raízes), por isso normalmente as refeições #Whole30 só são seguidas por quem está a passar pelo mesmo.

 

Vamos lá a mais 30 dias

Vou tentar partilhar o que vou comendo (mesmo sendo monótono) e pode ser que assim também comece a publicar mais no instagram. No dia em que terminar o challenge posso tentar falar um bocadinho sobre a experiência. Seja qual for o resultado, só serve para partilhar aqui a experiência, porque logo de seguida inicio novo ciclo a “comer limpinho”…

Mais alguém ficou com vontade de começar? Ou a vontade é de fugir? :)
Talvez tente fazer alguns posts sobre inflamação através de alimentação, que leve mais pessoas a correr para este lifestyle haha

Por agora é aproveitar o impulso de mudança que vem com os primeiros dias de outono (chega finalmente esta noite) e implementar rotinas com maior segurança. Não foi agora que iniciei uma alimentação “whole”, mas hoje é a primeira vez em que estou a contar dias. Quem mais se inicia nesta contagem? Vamos a isto!

Comments

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2 Comments

  • AC says:

    Bom dia !!

    Desculpe-me a franqueza, mas não. Não fiquei com vontade de começar nada , porque não fiquei com vontade de ser extremista. Não faz parte da minha forma de viver. Sim, já aderi há uma ano, a uma dieta saudável: não bebo leite de vaca por ter ficado intolerante à lactose , não sou fã de iogurtes , reduzi o queijo (mas adoro, e não vou deixar de comer never &ever) , substitui os hidratos de carbono por legumes , e como todo o tipo de legumes; deixei de comer tomate porque li , algures, que faz inchar, assim como o pão (mas, que , também não deixei de comer , simplesmente reduzi ~ só como ao pequeno-almoço ~ ) ; em relação ao alcóol, adoro vinho e, também , não vou deixar de beber , assim como outras bebidas brancas , que só bebo socialmente. Esta forma de estar e viver de uma forma extremista , para mim, é absolutamente extremista . E se, de repente, todas as pessoas deixassem de “CONSUMIR” as bloggers e conteúdos digitais , o que aconteceria a vocês que vivem disto ?? Sou apologista de caminharmos para uma sociedade mais consciente, saudável e amiga do ambiente, mas sempre de uma forma equilibrada e racional.

  • Sofia says:

    Parece-me uma boa opção para vocês :) boa sorte!