The Prince of the Heart

Queria não escrever sobre o dia que passou e vir apenas eternizar algumas imagens. Queria não escrever porque se começasse nunca mais parava, porque a história é longa, bonita e única e apetece falar de tudo: do que significou este casamento e de tudo o que houve em todos os anos para trás e que culminou nesta cerimónia. Mas quem esteve atento aos milhões de programas desta semana (e deste mês) sobre os protagonistas, já está um pouco por dentro da magia desta história.

O dia que passou foi um verdadeiro conto de fadas. Dos contemporâneos, mais prático e sem grandes fireworks à volta, mas o significado do momento assim o pedia. Harry é conhecido como o príncipe dos sentimentos, não há nele falsidade ou pretensões, ele mostra o que é e não tem vergonha de mostrar emoções, de sentir. Sempre ligado a grandes causas, é este lado muito sensível dele que não deixa que a memória de princesa Diana seja esquecida – e ele também o faz por isso.

 

Harry não era apenas o príncipe que era totalmente agarrado à mãe. Ele admirava-a incondicionalmente, a cada gesto, cada traço, cada respiração. Perder a mãe ainda tão pequeno foi um choque que deixou marcas para sempre e ser tão perseguido pela imprensa nessa fase terrível (e em todo o crescimento) só agravou a recuperação desse golpe. Agarrou-se então ao irmão como seu mais do que tudo, mas a certa altura também ele teve de crescer e partir em variadas missões para se formar cada vez melhor no seu papel de futuro rei. Nessa altura Harry começou a ceder e a explorar o seu lado mais rebelde, testando todos os limites, como toda a gente se pode lembrar. O episódio da farda nazi talvez tenha sido dos mais marcantes, mas os escândalos foram para lá de muitos.

Sem querer entrar em história e biografias e outras nuances familiares (nem vamos falar de quando o pai ainda se casou com a mulher com quem havia traído publicamente a mãe deles), tudo mudou quando o príncipe foi combater no Afeganistão, juntamente com os seus homens, vendo uma série de companheiros a perder a vida ou faculdades ou membros do corpo, e passada essa longa temporada voltou totalmente diferente, amadurecido (como era inevitável) e pronto para assumir as suas responsabilidades e seguir em frente. Abraçou de alguma forma o lugar que a mãe ocupava e tornou-se no homem que vemos hoje. Um homem que todos querem muito ver feliz, a começar pela própria família real, que pela felicidade dele quebrou uma série de protocolos centenários num só casamento.

 

Deste casal real espera-se uma nova fase de modernização da monarquia, mais evidente ainda do que se tem visto nos últimos anos (com os reis de Espanha, do Mónaco, da Suécia, etc.), cada vez com mais exceções e cedências, com maior abertura e isto é importante para dar o exemplo e fomentar a igualdade e a tolerância.

E este casamento foi absolutamente lindo! Amei tudo, a começar pelos olhares, cada momento de emoção descarada e crua, os amores que estão Charlotte e George, o papel de Harry, a rainha sempre tão linda!!, a descontração no ambiente, a alegria genuína dos convidados. Um dia que nos agarrou à TV, e que nos uniu, mais uma vez a vermos história ser feita em direto – até porque o próximo casamento real desta dimensão será o do príncipe George, que tem hoje 4 anos. Aproveitaram bem este momento único? Com ou sem lagriminhas?

 

 

A frase do dia: I am not crying. You are!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

future king

 

mini queen (such a resemblance!)

 

 

 

 

 

the bride in Givenchy, by Clare Waight Keller

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

and later…
the big exit for their evening reception

 

 

and what about this prince charming?

 

Meghan Markle in a lily white high-neck gown by Stella McCartney

 

 

 

 

…and they lived happily ever after…

 

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