Star-Studded Screening

Esta semana tem sido marcada pelo maravilhoso festival de Cannes, que celebra o cinema da sua mais elevada forma e premeia trabalhos, apresenta novas produções e ainda nos relembra anualmente do inigualável glamour da sétima arte. O festival vai terminar já hoje e a edição deste ano deixa-nos muito para ver e descobrir, mas, como em todos os anos, houve um grande protagonista. E este é ainda mais especial que o habitual.

No dia em que foi apresentado o novo filme de Quentin Tarantino, Once Upon a Time In Hollywood, tudo parou para viver esse momento singular que foi a chegada deste grupo bombástico que se formou para o filme e ainda – e acima de tudo – para conhecer esta grande obra em primeira mão. A premiere não podia ter corrido melhor, com a devida ovação de sete minutos, emoções no final e as melhores críticas possíveis.

Exatamente 25 anos depois de estar em Cannes com Pulp Fiction, com que arrecadou a Palme D’Or desse ano e se tornou para sempre numa marca inesquecível do festival, Tarantino regressa com arsenal de luxo e conquista o seu lugar com uma história que no fundo toca a todos os amantes de cinema e em especial quem guarda na memória os grandes anos do cinema americano.

[imagem: Comunidade Cultura e Arte Portugal]

Tal como Leonardo DiCaprio descreveu, o filme “é um regresso a casa” para o diretor. E uma sincera homenagem a toda a gente da indústria que ficou pelo caminho…

Nem vou agora mergulhar no enredo porque a esta altura também já toda a gente deve saber bem do que se trata, dado que a espera por este filme só parece ainda maior à medida que o tempo passa (fiz aqui post sobre isso em janeiro e ainda faltava tanto) e até agosto não temos mais nada a que nos agarrar senão aos críticos, ao trailer e à história verídica do brutal assassinato de Sharon Tate, mas vale a pena lembrar que este é um reviver dos western à antiga, para alegria de tanta, tanta gente.

“It oscillates between humorous, serious, spooky; it’s playful”
It’s not easily describable, but it’s very Quentin. Very, very, very Quentin.”
– Robert Richardson (by Vanity Fair)

O filme é um muito esperado throwback ao fim dos anos 60 em Los Angeles, num tom muito nostálgico e com uma atenção aos elementos de época que faz com que os mais saudosistas se percam de amores por todos os detalhes do filme, desde objetos marcantes a pormenores de publicidade, anúncios de rádio, os aviões Pan Am(!!) e até programas/figuras de televisão. Como ainda hoje li algures, it’s a love letter to LA.

“In 1969, Los Angeles was like that.”
– Quentin Tarantino

Mas a magia deste filme não acaba aqui, até porque falei sobre arrebatar os amantes de cinema… E essa parte faz-se em torno do segundo grande forte desta história, que é o facto de ser sobre a vida de um ator em declínio e a sua jornada no duríssimo-embora-poético mundo de Hollywood. E, para variar, esta história lembra-nos que também os bons atores podem ficar pelo caminho, quando normalmente só ficamos a conhecer as histórias de sucesso.

Enfim, seja como for, todos nos rendemos a 100% por uma bela produção sobre a velhinha Hollywood na sua mais pura essência.

 

“[the film is] a throwback to the type of Hollywood epics we don’t get to see anymore.
It’s all from the mind of the great Quentin Tarantino, who’s not only one of the best writers but one of the best directors on Earth.

It’s about Hollywood and we play outsiders trying to make our way in a changing world in 1969 as the world passes by.”
– Leonardo DiCaprio

“A love letter to Hollywood and to LA…
A city I love.”
– Brad Pitt

E já falei neste elenco?!

Quer dizer, andamos a namorar o filme com o feedback fantástico que têm saído cá para fora deste o screening desta semana, sabemos que é um revivalismo que todos queremos muito ver, que tem ação e humor negro mas também muita nostalgia, que é uma misturada de emoções de grande qualidade…

Mas!!! E quando a tudo isso ainda somamos o facto de Tarantino ter feito a junção épica de Leo DiCaprio com Brad Pitt? E, já agora, quando a estes se juntam nomes como (damn…)  Kurt Russel, Al Pacino, Tim Ruth, Damian Lewis e ainda Margot Robbie, Dakota Fanning, Michael Madsen e Bruce Dern, tudo no mesmo filme.

Tudo isto deve ter um resultado de masterpiece em filme, mas por agora falemos do impacto visual que teve neste dia inesquecível da apresentação em Cannes ♥ Um dia que nos fez recuar no tempo, e que parou de facto o tempo enquanto grandes estrelas brilhantes de cinema dos nossos tempos chegavam e avançavam, em grupo, pela passadeira vermelha mais célebre do mundo do cinema.

 

 

Em plena Riviera Francesa, pudemos sentir o verdadeiro espírito de Hollywood, não só pela temática do filme e grande calor humano para receber o muito admirado produtor americano QT, mas acima de tudo pela junção de estrelas que se fez naquele momento:

Ver a chegada de Leonardo DiCaprio e Brad Pitt nos mais elegantes smokings de sempre, em versão gémeos-galãs-de-cinema (ambos magníficos em Giorgio Armani), foi um cenário que quase parecia do nosso imaginário de outros tempos e que agora vamos gravar religiosamente na memória.

 

 

 

Aquele momento foi mais um pedacinho de Old Hollywood ali presente, desde a elegância daquele par – que nos habituámos a adorar não só pela óbvia beleza e carisma, mas pela qualidade enquanto atores – à enorme descontração e verdadeiro gozo com que desfilaram por entre tanta gente a exibir orgulhosamente aquela equipa de trabalho e o resultado deste projeto único.

Além disso, qual a probabilidade de ver estes dois astros do cinema juntos? Tudo isto a combinar ainda com a beleza clássica de Margot Robbie (em Chanel) e a presença sempre muito notória e aplaudida de Tarantino. Uma red carpet inesquecível.

 

 

 

 

 

Falta-nos agora o acesso ao filme…

Apesar da estreia americana ter sido antecipada para julho, para não coincidir com os 50 anos do terrível crime, a nossa estreia em Portugal vai acabar por ser no exato dia em que Sharon Tate e os seus amigos foram assassinados: 8 de agosto.

QT tem pedido a máxima discrição de toda a gente que teve o privilégio de assistir ao filme em primeira mão e com tamanha antecedência, porque seria uma pena que a surpreendente história e respetivo desfecho viessem cá para fora antes de tempo.

Os momentos-chave deste filme são mesmo os que gritam “Tarantino” por todos os poros. Até se lembraram de fazer uma repescagem de Bruce Lee daquele tempo e colocá-lo numa cena de luta com Brad Pitt. What are the chances??? Como qualquer bom western, o filme tem uma forte vertente de cómico, mas por ser de QT tem ainda maior dose de loucura e de inesperado. E é por isto que estamos com ele e não queremos que salte informação cá para fora antes de tempo.

A curiosidade está mais aguçada que nunca. O filme conta com as melhores críticas e já tem sido considerado dos melhores de sempre. Como todas as opiniões são relativas, resta-nos esperar muito para o ver. E por mais tempo que continue a faltar para esse dia, sabemos que alguns pormenores únicos já ninguém tira deste filme, como as emoções associadas à primeira visualização, os aplausos no fim da conferência de imprensa (coisa mesmo invulgar) e o melhor marketing de sempre para um filme: o desfile de DiCaprio e Brad Pitt na 72ª Edição do Festival de Cannes, esta semana. Game Over.

“Centered on Ricky Dalton, a TV actor wracked by self-doubt played by DiCaprio,
the film is a love letter to the world of cinema, from its glamorous parties to the highs and lows of being on set.”

– Reuters

“It’s shocking, gripping, dazzlingly shot (…)
[The finale was] entirely outrageous, disorientating, irresponsible, and also brilliant.”
– Peter Bradshaw, The Guardian

Vamos terminar a espreitar os looks de alguns dos escolhidos para assistir pela primeira vez ao filme, numa sala muito especial cheia de convidados exclusivos, nesta tarde memorável em Cannes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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