Paris Fashion Week – Dior & Chanel Haute Couture Collections

Estamos em semana de Haute Couture em Paris e as imagens que chegam desde segunda-feira só pedem para ser partilhadas. O dilema é sempre o mesmo: se pego no street style, nos desfiles, nas front rows, no ambiente à volta dos eventos, nos after-party… Sim, sim, o ideal era trazer tudo, mas o tempo não se multiplica e infelizmente tenho de escolher entre tão maravilhosos eventos.

Para hoje escolhi partilhar os desfiles Dior e Chanel. Bastante distintos, mas com algo enorme em comum: ambos são sempre marcantes, surpreendentes e fica-se a falar deles durante dias. É esse o caso, pois já foi na segunda-feira que apresentaram as suas coleções Couture para a próxima primavera/verão e é como se tivesse sido esta manhã.

Falando dos desfiles individualmente, foram mesmo muito diferentes. Se a Dior surpreendeu com uma coleção muito moderna e com a particularidade (fantástica) de ter mergulhado no mundo da arte surrealista como inspiração, a Chanel fez o oposto e baseou-se a 100% nas suas raízes, apresentando os míticos coordenados em tweed – com a devida contemporaneidade, obviamente.

Havia grandes expectativas sobre que cenário e que tema Karl Lagerfeld traria desta vez (depois das últimas construções épicas), mas eis que ele decidiu fazer a maior surpresa de todas e criou um ambiente simples e refrescante, de temática botânica e bastante parisiense, com uma bonita fonte como centro, que deixou todo o protagonismo para a nova coleção de alta costura da Chanel – que por acaso incluiu alguns vestidos românticos com motivos florais.

Mais uma vez, tudo encaixava na perfeição e o que sobressai sempre no final é o génio de Lagerfeld. A única não-surpresa foi a repetição do convite para musa deste desfile: Kaia Gerber, no seu primeiro catwalk de alta costura.

A Dior foi mais vanguardista, quis romper com o “normal” e fundiu-se com a arte moderna e os sonhos. A fazer uma verdadeira homenagem ao surrealismo, a coleção de alta costura foi apresentada no lindíssimo Musée Rodin, com ambiente de galeria de arte para receber uma coleção muito monocromática, artística, a experienciar novas técnicas, materiais e formas. Uma fonte de inspiração!

Vou começar por este desfile de “wearable art” da Dior, seguido das imagens da Chanel – mas só alguns momentos de ambos. As duas marcas são nomes de peso e remetem-nos facilmente para o luxo, mas acima de tudo levam-nos de imediato para Paris e, para mim, é o que têm de mais especial: esse selo tão único, o ADN parisiense cheio de história, tradição, elegância e singularidade, o que torna absolutamente indiferente saber qual é “a melhor”. São ambas únicas, para sempre!

 

CHRISTIAN DIOR

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CHANEL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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