Jim Carrey in 5 Movies

Prometi falar mais sobre cinema e, enquanto não trago alguns filmes dos Óscares deste ano, aqui está uma seleção de que há muito tempo tinha a ideia de falar. Em quadra natalícia deliciei-me com filmes da época, mas também com muitos outros que já queria ver há mais tempo. Aliás, teria muiiito para falar sobre os filmes de 2017, mas tenho mesmo de fazer uma pequena seleção, e neste caso por “subject”, que hoje vai ser um ator: Jim Carrey.

Venho partilhar cinco filmes que vi com este ser singular como protagonista. Vi-os consecutivamente e por isso entram inevitavelmente em comparação entre si, mas pouco têm em comum. Quis publicá-los porque acho que valem a pena ser vistos, mas sobretudo porque o talento deste super ator merece muito ser falado. Numa altura em que ele, a nível pessoal, atravessa fases complicadas, dá-me ainda mais vontade de partilhar os seus trabalhos.

Jim Carrey passou recentemente por uma fase muito negra na sua vida, que foi desencadeada por um par de acontecimentos trágicos, mas o que se seguiu foi ainda mais grave que isso (e esse é que é o verdadeiro lado negro da vida): descobrir, a partir daí, algumas verdades sobre o ser humano; estar mal o suficiente para “perceber a realidade das coisas”.

É um assunto complexo, chama-se a este duro processo de “awakening”: após períodos de sofrimento e isolamento, descobrem-se coisas incríveis sobre o universo e a existência, mas, quando voltamos à “vida real”, pode ser muito complicado e inquietante – para não dizer insuportável – conviver com o desconhecimento das pessoas normais… E com os seus comportamentos e (des)interesses.

Mas parando de falar sobre espiritualidade, o que queria dizer é que Jim Carrey está numa fase de regresso, aos poucos, e cheio de ensinamentos ricos para nós – que dificilmente a generalidade das pessoas compreende e ele também não se esforça em tentar passar mensagens, só quando o espremem em entrevistas ou ele tenta reagir publicamente a algum assunto, tentando dar um contributo pessoal com a sabedoria acumulada que já tem, mas que é tão impossível difícil de transmitir.

Deu-me então ainda mais vontade de partilhar estes filmes que vi, porque além de um ser extremamente inteligente, sensível e iluminado, Jim Carrey ainda é dotado de um talento inacreditável, que faz de qualquer filme normal um trabalho imperdível. Já tinha visto outros filmes (muito bons) dele no passado, mas aqui ficam estes cinco que vi agora, em dias consecutivos, de memória fresquinha só para vocês :)

 

Liar Liar

Um filme para rir, rir e rir. E sorrir também, muito! Porque é daqueles bem antigos, verdadeiros, simples, genuínos e queridos. A simplicidade destes filmes com mais anos apaixona-me sempre. Eles são pouco elaborados na imagem, nas representações, nos pormenores supérfluos, no que não interessa. Têm histórias queridas, com mensagens queridas, pessoas queridas e com a mensagem sempre direta e certeira. Calhou muito bem ver este filme em quadra natalícia, porque condiz com os meus restantes “filmes de Natal” – simples e bonitos.

A história é simples: é sobre um mentiroso compulsivo, que podia ser uma pessoa desinteressante e sem nada para nos dar, se não fosse interpretada pelo genial Jim Carrey. Não tem um guião espetacular, não tem um fim arrebatador, não tem grandes piadas rebuscadas. É ter uma mente aberta para assistir a muitas parvoíces e boa disposição para rir com elas. Com estes ingredientes, garanto que é até não aguentar mais com dor abdominal… Comigo foi à gargalhada e vale mesmo a pena passar um filme assim.

 

 

 

 

 

 

Yes Man

Rir e rir outra vez, não há outra hipótese. Penso que estou a fazer uma escala regressiva da intensidade da comédia (para mim, claro), porque neste respira-se melhor que no primeiro, mas mesmo assim é feito com outra interpretação espetacular de Jim Carrey, que eleva totalmente o filme.

A história também é boa, sobre um homem que se fechava em si próprio e se escondia socialmente, deixando passar todas as oportunidades da vida. De repente, vê-se obrigado a dizer que sim a tudo e o resto é um bocado previsível: 1.45h a rir, vale a pena ver mais este filme com um ator único.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Me, Myself & Irene

Continuo na minha escala decrescente e este foi o menos cómico dos três, mas compensa por ter mais história à volta e coisas muito engraçadas a acontecer. Dos cinco que partilho aqui, este foi o que gostei menos, o que achei mais “banal”, mas sei que há muita gente que não pensa como eu!

Ver o Jim Carrey a interpretar uma dupla personalidade ou super-bipolaridade repentina é simplesmente do melhor. Tem momentos verdadeiramente hilariantes, mas acho que só não fiquei impressionada com o conteúdo. Mais uma vez, vale a pena pela interpretação de um ator genial.

 

 

 

 

 

 

 

Bruce Almighty

Este é o mais composto dos filmes, mas não é tanto para rir. É a história de um homem descontente, que, por tanto reclamar com deus por causa da sua sorte, acaba por ser chamado à sua presença e é-lhe dado o maior dos presentes: ter o papel de deus nas suas mãos.

Durante essa experiência turbulenta ele percebe que aquele desafio não é, de todo, uma tarefa fácil, e nós assistimos a toda essa aventura. Com este filme descobri que me passava completamente ao lado a quantidade de gente que pede a deus para lhes sair a lotaria ou o euromilhões. Estamos sempre a aprender…

 

 

 

 

 

 

 

The Eternal Sunshine of the Spotless Mind

Este filme distingue-se completamente dos restantes, é tão único que até fica mal na pintura, aqui ao lado destes mais normais. Tem uma nota completamente diferente dos outros quatro e isso é só para começar. Este é o único filme que já tinha visto, mas como é mais complexo e tinha sido há tantos anos, fiz questão de revê-lo, desta vez com atenção.

Quem já o viu sabe que é difícil vir descrevê-lo, pois é abstrato, e por isso não vou tentar fazê-lo de todo. Mas para quem gosta de filmes diferentes, daqueles em que temos de estar atentos para perceber porque ele se sobrepõe a si próprio, então este é perfeito: confuso e sensível. Eu nem tenho falado dos atores incríveis de cada filme (os outros também os têm), mas quem pode resistir a um filme protagonizado pelo Jim Carrey com a Kate Winslet?

Adoro coisas diferentes, pessoas únicas e histórias complexas e este filme tem tudo isso, sem ser pesado, minimamente elaborado ou dar trabalho a pensar. É dos filmes favoritos de muita gente e isso já diz muito. Se quiserem mais “currículo”, ainda ganhou uma série de prémios, esteve nos Óscares e ganhou um deles (de best writing). Já conheciam este filme? :)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Partilham da opinião sobre algum destes filmes ou pensam diferente?
Se os viram, não deixem de comentar, para que eu não leve leitores ao engano e assim poder passar ideias com mais opiniões formadas hehe

Desejo um 2018 cheio de bons filmes
Eu tentarei insistir mais neste tema, porque é mais um de que falo com prazer. Espero já estar a influenciar para um domingo mais cheio de cinema em casa :)

Bom resto de fim de semana!

Comments

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

2 Comments

  • Paulo Rodrigues says:

    Agora tens de ver uns ainda mais antigos:
    – doidos à solta
    – Ace ventura

    :D

  • ovelha negra says:

    no documentário da Netflix “jim&andy” nota-se bem que houve ali qq coisa que deu o click. está espetacular! aconselho!
    beijinhos