GirlBoss

Há anos que andava de olho no fenómeno GirlBoss, que no início era apenas o livro auto-biográfico de Sophia Amoruso, fundadora da Nasty Gal, mas rapidamente passou a uma tremenda inspiração de empreendedorismo feminino um pouco por todo o mundo, traduzindo-se em inúmeras contas de Pinterest e Instagram (sou mega fã), materiais de trabalho, molduras, ensinamentos e uma verdadeira comunidade ambiciosa e entusiasta – podem procurar pelo hashtag #GirlBoss para descobrir muito mais.

No dia em que soube que a magia #GirlBoss ia também transformar-se em série, soube que era para mim e fiquei de olho. Pouco depois de chegar ao Netflix, foi em poucos dias que vi tudo – até porque, infelizmente, só há uma temporada disponível. Hoje quis partilhar um bocadinho deste movimento porque acho que tudo o que nos motiva a acreditar em nós e a seguir em frente é para agarrar e a comunidade #GirlBoss vive este ambiente de partilha e entreajuda, em que todas temos o mesmo objetivo: o sucesso pelas nossas próprias mãos.

 

 

 

Não vou adiantar muito mais sobre a temática, pois penso que cada um tem os seus feelings em relação ao que quer da vida, a como o quer fazer e como se insere nestas comunidades, mas quero dizer que a série vale muito a pena, em especial para quem sente “o bichinho de criar”. No entanto, para quem apenas tem “sonhos e desejos” mas nunca fez nada mais arriscado, talvez não se aperceba de que ali todos os acontecimentos são muuuito superficiais, tem uma ou outra dificuldade específica, mas por trás de uma aventura empreendedora cada dia tem uma série de transtornos e motivos para duvidar (e tantas vezes para desistir).

Na série, temos 2 anos de sacrifício e de risco em apenas 13 episódios, até bastante divertidos, em que a parte da dificuldade só está espelhada para quem já a viveu um bocadinho primeiro… Como em todos os retratos e filmes empreendedores, para quem assiste mas nunca passou pelo duro processo de criar sozinho, “até parece fácil”. Mas diretamente ao assunto: a série conta-nos a história real da fundadora do império de venda online de roupa vintage, o Nasty Gal (marca que conhecia há anos mas desconhecia a história), e como o decidiu fazer sozinha, com apenas 22 anos.

 

 

 

Sophia Amoruso era uma jovem rebelde, cruel, arrogante e egoísta, zangada com a vida e sem perceber o que queria dela. A série mostra-nos como passou de furtos em lojas, viagens à boleia e de comer dos caixotes do lixo para a criação de um negócio por si própria. Mostra-nos como todos temos de perguntar-nos, a certa altura, em que somos mesmo bons e o que nos faz, afinal, felizes. Qual é o nosso propósito. Também nos ensina que sozinhos não conseguiremos vencer, no mínimo temos de valorizar aquela amiga que estará sempre do nosso lado quando mais ninguém nos compreende numa jornada completamente fora do normal.

Não acho que Sophia Amoruso seja um bom exemplo de personalidade, mas o que conseguiu fazer sozinha merece todo o aparato à volta do assunto, nem que seja por ter inspirado tantas mulheres neste mundo a fazer o mesmo e a motivar-se todos os dias. Acho que a série dá valentes doses de motivação a quem precisa e já não sabe mais onde ir buscar, assim como algumas mensagens boas. Só tenho pena que a própria Sophia fosse uma das produtoras deste fantástico trabalho da Netflix e, por não aguentar ver a sua vida em caricatura assim exposta em série (palavras da própria), e por outros motivos também, ficou decidido cancelar a série e esta nunca terá mais do que a primeira temporada.

 

 

 

 

 

 

É um golpe para quem estava a adorar e queria continuar a acompanhar a vida da louca Sophia, enquanto tira notas e se inspira para a própria jornada empreendedora. Porque todas as séries nos fazem sonhar um bocadinho e quando se trata de histórias verídicas ficamos ainda mais colados. Adorei ver o percurso, adorei ver São Francisco, os pormenores bem pensados, tudo. Sei que um dia destes vejo tudo de novo e até lá espero ler o livro também.

Mais alguém que acompanha um bocadinho do mundo #GirlBoss?
Podia facilmente tornar-se em mais uma rubrica aqui no Trendy Lisbon :) e sim, este post chega ao sábado porque uma GirlBoss está no ativo e em progresso todos os dias do ano ♥

Bom fim de semana!
Quem sabe com uma nova série…

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