5 Movies from 2017

É estranho só agora fazer este post, podia jurar que já o tinha feito logo no início do ano, tal era a minha intenção. Cheguei agora à conclusão de que ainda não tinha feito uma seleção dos meus filmes favoritos do último ano, quando neste momento a memória já me falha mais e não conseguiria saber tudo o que vi.

2017 foi recheado de bons filmes e, como sempre, com grandes e boas descobertas. Algumas muito emocionantes, outras mais queridas, outras ainda muito inspiradoras. Tive oportunidade de ir falando de alguns desses filmes e por isso não entram na minha mini lista de hoje! Por exemplo, posso dizer que o meu filme favorito do ano foi o La La Land e nem entra neste top5 porque já falei dele aqui.

 

 

 

Sobre outros favoritos muito bons (mesmo) também fui publicando ao longo do ano e por isso podem rever tudo aqui para saber de outros filmes que podiam estar nesta lista.

 

Os que partilho hoje não são necessariamente os melhores, porque é muito abstrato dizer o que é “o melhor” num filme. É o filme com melhor produção? Com grandes atores? Com a melhor história? É um que nos faz chorar? Que nos inquieta? Ou que faz rir? Que nos deixa a pensar ou que nos faz sonhar? Que nos leva a questionar? Um que nos inspira e faz tomar ação? Um que nos deixa nostálgicos e melancólicos ou antes aquele que nos energiza?

Aquilo que é o “melhor filme” vai variar para cada pessoa e no caso de hoje quis partilhar os que mais me aqueceram o coração – e, já agora, os que me lembro!

 

Estes de hoje não são grandes descobertas, são alguns clássicos, e tenho a certeza de que muitos filmes dos bons (que vi) ficaram pelo caminho, mas é destes que hoje me apetece mesmo falar :)

Não são coisas que apanho a dar na TV, são exclusivamente os filmes das minhas sessões de cinema caseiras, em que preparo tudo para não ser interrompida durante duas (religiosas e deliciosas) horas e absorvo toda a inspiração do filme escolhido.

Acabo sempre muito feliz! E com vontade de partilhar tudo…
Como isso é impossível, aqui ficam cinco destaques

 

My Girl

Daqueles que vemos e não se esquecem por nada. Da mesma forma, este é daqueles filmes em que pensamos “como é que nunca o tinha visto?!”. Este foi-me escapando ao longo dos anos mas ainda bem que um dia esse momento chegou, porque a simplicidade e objetividade do filme é daquelas comoventes, com aquele “moral da história” simples mas inesperado, dos que nos tocam, dos que já não se fazem hoje em dia.

Não vale a pena entrar em grandes detalhes, a maioria conhece bem o filme e qualquer coisa que diga também estraga a história a quem não o viu. É daquelas histórias que valem sempre a pena, sem ser fofinha ou previsível, até muito pelo contrário, em que os miúdos não são escolhidos para serem fofinhos – como se faz hoje -, mas para serem crianças normais, com problemas, limitações e irritações, como as verdadeiras. Adorei :)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Notting Hill

Se o último dispensava apresentações, então o que dizer deste? Universalmente conhecido, mas ainda assim não consigo deixar de comentar, até porque o facto de eu nunca ter visto o filme inteiro até 2017 é mesmo de registar – e de não perdoar. Enfim, o que dizer? É um clássico, é de ficarmos envolvidos e apaixonados pela história, apesar de, mais uma vez, o filme ser tão bonito e tão simples (daí o seu sucesso?). Amei, amei, amei.

A Julia Roberts também confere o seu impacto único a tudo em que mete uma perninha (e que perninhas tão belas e conhecidas ela tem!!) e 2017 foi mesmo o ano em que mergulhei no talento dela. Enfeiticei-me com este filme, com Erin Brockovich (bom demais, falo deste noutra oportunidade), com Pretty Woman (um clássico lindo demais também) e depois com outros mais recentes.

Quanto a Notting Hill, tudo neste filme é bom. Os atores e as suas representações tão genuínas e honestas, os cenários queridos e a normalidade de tudo o que envolve uma protagonista que tem tanto de simples como de anormal. Os grandes artistas e celebridades são pessoas iguais a nós e o mundo melhorava bastante se todos interiorizassem este facto. Este filme ajuda :)

 

 

 

 

 

 

 

 

Begin Again

Este até a mim me surpreende por estar aqui, porque à primeira vista é um filme bastante normal, mas tudo o que mete música mexe exageradamente comigo e emociono-me bastante com filmes deste género. Sobre segundas oportunidades, sobre perseguir sonhos, sobre abdicar para correr atrás, ter de largar o que é bom e seguro para arriscar conquistar o ótimo.

Muitos nunca se lembram de que o “estar no sítio certo à hora certa” exige muito trabalho de backstage primeiro, muita bagagem, anos de preparação, tentativas e muita perda antes do momento de “sorte”. Uma série de situações de vida são abordadas nesta história, se estivermos bastante atentos, e um cocktail de ensinamentos e sentimentos acaba por ser descarregado na música que depois preenche este filme de emoção.

Uma emoção subtil e nada óbvia, nada mesmo, que merece ser vista. A música do filme já conhecia bem há anos, só não sabia que vinha daqui e foi a cereja no topo do bolo, juntamente com as participações de Adam Levine, CeeLo Green, e ainda adorei ver a queridíssima Hailee Steinfeld no filme. Tudo encaixa perfeita e harmoniosamente num filme que à partida parece ser “só mais um”. Sobretudo para quem é fã da arte que é a música, recomendo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Coming to America (Um Príncipe em Nova Iorque)

Simplesmente amei este filme! É uma comédia, com a prestação singular de Eddie Murphy, que torna o filme apaixonante, mas também todos os restantes atores, cenários e participantes no filme fazem dele o que é: um dos clássicos ligeiros favoritos de muita gente.

Mal dá para acreditar que já soma 30 anos! Ainda eu não existia e este filme já ganhava forma. É impressionante a euforia que se gerou no ano passado quando, passado todo esse tempo, Eddie Murphy deu a entender que haveria uma sequela do filme a ser preparada para este ano. E não é que se confirmou? Como se disse pela imprensa, a notícia levou fãs do filme e até colegas de elenco à loucura com a novidade.

Mesmo sem falar sobre o filme, já dá para perceber que vale a pena? :) é mais um bem antiguinho (sim, estou viciada nos formatos passados! ) e a história é muito muito gira, espontânea e envolvente. Quem não adora boas histórias de amor no meio dos bairros mais pobres de Nova Iorque? E quando isso contrasta com a própria realeza? E com boas doses de humor e do talento incrível do Eddie Murphy?

O resultado é um filme a não perder. Se já o viram e choram por mais, então aconselho o que vi no seguimento deste: Trading Places (Os Ricos e os Pobres). É outra comédia, também em Nova Iorque, mas com uma história muito diferente. O que têm em comum é que valem muito a pena, têm o mesmo ator espetacular, são da mesma altura e, caso nunca tenham visto os dois e queiram ver, comecem por este porque um pormenor deste filme entra depois no “Coming to America”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Forrest Gump

É uma enorme responsabilidade tentar falar sobre um filmes destes, que foi nomeado para treze Óscares no seu ano e ganhou seis deles (!), incluindo os de melhor ator e de melhor filme (!), e que é tão querido de toda a gente. Assim, acho mesmo que não vou arriscar fazer qualquer crítica, mas ele tinha de entrar no meu top de 2017.

Este difere dos anteriores porque é uma grande produção, porque é “dos grandes e bons”, mas também porque já o tinha visto várias vezes, há muitos anos atrás. No entanto, achei que um filme deste nível merecia que eu lhe desse um novo olhar e foi a melhor coisa que fiz: dar-lhe a devida atenção. Percebi pormenores que me tinham passado totalmente ao lado, porque nunca o tinha visto com vontade ou dedicação, via porque apanhava a dar e era conhecido, e não porque queria.

(rever filmes dos que já conhecia com um novo olhar foi uma coisa que fiz muito no ano passado e não houve um único em que me arrependesse, recomendo muito!)

Desta vez pude perceber por que é um filme de referência, com aquele personagem tão peculiar que acaba por estar presente numa série de grandes eventos marcantes do século XX e partilha momentos com figuras históricas, enquanto ele próprio é uma verdadeira lição de vida. Forrest Gump é uma inspiração e um exemplo a seguir, para quem vir este filme “com olhos de ver” e souber ouvir as histórias deste contador com um coração aberto. Um marco no mundo do cinema!

 

 

 

 

 

 

 

 

Gostam em particular de algum destes filmes?

Foi difícil escolher mas depois posso tentar partilhar mais algumas sugestões. 2017 teve uma enorme diversidade e descoberta de cinema para mim, com muitos filmes acabados de sair, e outros (como se vê) já com algumas décadas, e mesmo assim ficou tanto por ver!

É normal, em especial quando também há tantas séries espetaculares a chamar por nós e o tempo não estica. Também neste campo foi um ano maravilhoso Terminei Gilmore Girls, revi todo o The Big Bang Theory (genial), revi toooodo o Sex and the City com toda a calma merecida (e o esforço para no fim não meter tudo do início outra vez???), vi 13 Reasons Why, e ainda Girl Boss e This Is Us

Fui vendo outras em episódios mais soltos, sem seguimento (em especial comédias, que adoro), e ainda tentei começar outras a que acabei por não me apegar. Também me apeguei a vários concursos de música e sinto que me estou a esquecer de algumas séries que vi mas se for preciso eu trago mais reviews, porque uma boa sugestão nunca se perde.

Por agora, em semana de Óscares, já só penso na grande cerimónia e espero ainda conseguir fazer post sobre alguns dos filmes antes ainda da entrega das estatuetas. Veremos! Com ou sem reviews, no domingo a noite está reservada para as emoções diretamente de Hollywood. Desejo uma grande semana, cheia de cinema de qualidade para todos :)

Comments

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2 Comments

  • Bruxa Mimi says:

    Belíssima escolha de filmes! Só não conheço o Begin Again, mas se tiver oportunidade hei de vê-lo! Nas séries, adoro o This Is Us e A Teoria do Big Bang, mas tenho uma reclamação (just kidding): Não deviam pôr O Jack ao lado dos filhos adultos, já que eles tinham 17 anos quando ele morreu! ;-)

    • Belicious says:

      Haha isso é verdade, mas entendo que tenham preferido colocar na imagem os cinco verdadeiros protagonistas da série, cada um no seu tempo principal. Nós, os fãs, sabemos bem o que quer dizer, apesar de serem tempos diferentes cruzados na mesma fotografia :) acho que até é muito original e passa a essência da série… Daí ter escolhido esta imagem em particular. Beijinhos!