The #KonMari Method

Muito, muito bom. Que bom quando se investe numa leitura que nos pode realmente transformar, nos enriquece ou nos inspira. E quando um livro consegue tudo isso ao mesmo tempo? Bom, têm sido essas as minhas escolhas nos últimos anos e só posso recomendar cada uma. O livro que trago hoje é definitivamente life changing.

No entanto – e só para terminar a introdução – só nos muda se aplicarmos dedicadamente os seus ensinamentos. Tal como no caso dos outros “livros life changing” que tenho lido. São verdadeiros desafios, pedem-nos doses enormes de atitude e coragem para mudar, irmos contra nós próprios, mas se os seguirmos transformamo-nos realmente e de forma permanente. É o que tenho feito nos meus últimos 10 anos: uma transformação profunda, despir-me aos poucos de quem eu era, enquanto aprendo com os melhores sobre a verdade da vida.

 

 

Hoje falo do “Arrume a sua casa, arrume a sua vida”, de Marie Kondo.

O caso deste livro é bastante específico porque é muito prático e específico, uma lição profunda sobre arrumação e seus efeitos benéficos na nossa vida (na sua maioria desconhecidos) e ao mesmo tempo uma leitura muito ligeira, rápida, focada, eficaz e super positiva.

Um livro entusiasmante que nos determina a pôr os seus ensinamentos em prática de imediato. No entanto, este livro que é tão acessível e que parece mesmo que é para todos – tanto que estou a partilhá-lo aqui, o que não é comum -, é o que desafia um dos meus maiores “medos”, que é precisamente a arrumação.

Como nativa de caranguejo que sou (no pior nível possível) tenho o meu lado ultrasensível, protetor, sentimental, intuitivo, criativo, familiar, sonhador, de pensamento no mundo da lua e agarrado às emoções. Para mim, cada recordação é um tesouro, conta uma história e faz-me recapitular um passado dia inteiro ao pormenor, mesmo que tenha sido há anos e anos atrás. Há incontáveis descrições sobre estas características “caranguejas” que me assentam perfeitamente:

Nunca sugira a um Caranguejo que se livre das coisas que estão no sótão há décadas, porque lá dentro está o resto de tecido que a avó utilizou para fazer o seu vestido de casamento. Não tem sentimentos pela História? Os Caranguejos adoram História, e lembram-se de absolutamente tudo. Pergunte-lhes sobre o seu primeiro dia de escola (se tiver muito tempo a despender), e eles lembrar-se-ão de todos os detalhes, até às pequenas meias que usaram nesse dia e do momento em que as suas mães realmente os deixaram lá.

 

 

Para o bem e para o mal, isto não é exagero e ao longo da vida pude constatar que sou uma carangueja muito mais acentuada que o normal, o que é uma dádiva e ao mesmo tempo o meu maior tormento, mas adiante. Isto vem a propósito de quê? Precisamente por eu ter um enorme problema com arrumação, uma barreira que não me permite decidir racionalmente sobre as coisas, ou pelo menos assim era até aqui.

Talvez por isso este livro tenha sido ainda mais importante para mim que para outras pessoas, por me mostrar uma solução. A solução. Penso que todos temos um pouco esta dificuldade, todos temos emoções, por isso sei que esta leitura será importante para qualquer pessoa!

A minha tendência é para acumular, guardar tudo por algum motivo que para mim é sempre muito especial, mas o “efeito bola de neve” faz com que tudo se multiplique rapidamente e se instale o caos. Já há anos eu calculava que esta não seja uma prática saudável – nem é sequer uma prática voluntária da minha parte – mas não tenho conseguido combater esta tendência natural, por mais iniciativas que tenha tido nos últimos anos. Até que me cruzei com este “Arrume a sua casa, arrume a sua vida” e tive a certeza que era a este best-best-seller que me ia agarrar para avançar definitivamente.

 

 

Não sabia o que esperar, mas fiquei surpreendida: aqui não se lê uma série de técnicas de arrumação, até porque aparentemente não há uma fórmula milagrosa. Este livro é muito mais sobre o porquê de arrumar e fala-nos ao coração. Sim, ele é bastante prático, útil, dá-nos todas as indicações e até é extremamente implacável e específico na hora de decidir como arrumar e por onde começar, como o fazer.

Porém, ao mesmo tempo que nos obriga a tomar ação, força-nos a fazê-lo de acordo com a nossa intuição, sentimentos, personalidade única, opiniões e vivências que só nós temos. Só nós somos. Este livro é um guia para darmos o primeiro passo para sermos felizes.

 

 

Um autêntico ritual de transformação que gostava de recomendar a todos. A toda a gente que sente que falta algo na sua vida mas não sabe o quê, que quer mudar algo mas não sabe como, que precisa de uma viragem e não sabe por onde começar.

Acredito bastante neste método e, por mais estranho que possa parecer, aqui estará o primeiro (e quem sabe o derradeiro) passo para essa grande mudança de vida. Há relatos impressionantes de pessoas que aplicaram este método. Estou também mortinha por ver os meus resultados incríveis – na minha casa e na minha vida.

 

 

 

Mais alguém conhecia esta leitura? Mais alguém está a aplicar o método #konmari neste agosto?

Eu vou aplicar-me de corpo e alma neste desafio e no fim posso partilhar algumas transformações. Apetece-me emprestar este livro mágico a todas as pessoas de quem gosto muito. Porque não haveria de partilhá-lo aqui tudo com vocês também? Tudo o que for para nos tornar melhores pessoas deve ser aplicado sem pestanejar. Acredito muito que aqui está um dos princípios, só é preciso uma valente dose de determinação e atitude.

Experimentem este livro como leitura de verão e partilhem comigo opiniões e resultados. Já agora, que baixe em mim uma força extra que me permita manter a coragem e atitude necessárias até ao fim deste desafio! Cada um decide (ou não) enfrentar finalmente os seus medos e eu aqui estou perante o meu… Vamos lá lidar com isto. Bom fim de semana e boas leituras!

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2 Comments

  • filipa Pinto says:

    Parabéns Trendy Lisbon, por este belíssimo artigo! Eu senti exatamente o mesmo durante a leitura do livro e no final, quando me deu uma vontade de desafiar os meus medos e começar a fazer a difícil opção entre a razão e o coração. Ainda estou no princípio da tarefa, e apesar de olhar para as minhas “coisas com memória” ou “coisas com histórias da minha vida”, (e com a certeza de que não poderia apartar-me delas, nunca!) com as palavras da Marie Kondo presentes na minha cabeça, e com grande alívio para mim, já consegui muito bons resultados e não foi assim tão difícil como parecia ser. Estou muito feliz por me ter cruzado com este livro. Há quanto tempo eu precisava de perder este hábito de ficar muito agarrada às coisas que marcam os momentos importantes da minha vida! Alguns ficaram, outros foram, mas continuam guardados no coração. E agora que comecei sinto uma grande vontade de continuar e terminar a tarefa. :)

  • S* says:

    Já eu tento ser cada vez mais organizada e desprendida dos meus objectos… detesto a ideia de ter a casa cheia de coisas que não uso!