So Long, Gilmore Girls

 

Foi ontem, numa sexta à noite, que escolhi fazer um programinha de Netflix para terminar a minha série de eleição dos últimos tempos, Gilmore Girls. Não sou uma consumidora exemplar de séries, sou uma pessoa que define uma dosagem limite e vê apenas um episódio por noite, antes de dormir (até porque cada um tem 45min) e por isso demorei meses a rever esta série maravilhosa.

Desta forma até rende mais, admito que é mais um motivo para aguentar não ver dois episódios seguidos – nunca queremos ficar órfãos da nossa série favorita…

 

 

 

 

 

 

A série está bem longe de ser nova, começou em 2000 e foi um sucesso que perdurou até 2007, deixou saudade infinita nos fãs, pelo que foi uma alegria mundial quando se soube da notícia há um ano atrás: no dia 25 de novembro a série iria voltar, com uma (supostamente) última temporada, composta por quatro longos episódios-extra com o nome “Gilmore Girls – Um Ano Para Recordar…”. E assim foi, iniciou-se um countdown até esse dia feliz.

Vi tudo de seguida, noite após noite esperava pelo meu episódio calmante com direito a drama, comédia, romance, conflitos familiares, classes sociais, amizade e cultura, tudo em um. Ah, e claro, a cada noite alimentar o sonho de viver em Stars Hollow – quem fica indiferente a um lugar daqueles? Às tantas, aquelas personagens peculiares da vila já são também as nossas vizinhas e adotamos a família de Lorelai como nossa família.

 

 

 

 

 

 

 

 

Queremos ver Rory a crescer e a conquistar o mundo. Queremos que escolha bem a universidade e que finalmente escolha bem os relacionamentos. Queremos que as decisões delas parem de ser as erradas, que deixem o orgulho e vão atrás dos sonhos, mesmo quando parece que não há forma de os perseguir. No final de tudo, a série é sobre escolhas – e saber que para todas elas há solução, se tivermos para quem correr no fim.

Where you lead, I will follow…

Depois de muitos sentimentos divergentes ao longo 7 inspiradoras temporadas, com direito a muita lagriminha e muitas vezes alguma ansiedade à mistura, eu esperava muito deste regresso da série, 10 anos depois. A expectativa fez-me ficar desiludida com este Revival e por isso também adiei ver o último episódio, tinha medo de estragar tudo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No entanto, penso que é neste “Outono” (o episódio de ontem) que se salva todo o comeback da série, porque valeu mesmo a pena fazerem este regresso para recordar aqueles sentimentos que vivemos junto das nossas Gilmore Girls. A série acaba mais ou menos como sempre quisemos, recorda-nos (como sempre) o que é o mais importante na vida e ainda nos deixa a sensação de que vai haver uma continuação. Caso não haja, é injusto para nós acabar assim :)

Quem me dera que não houvesse fim para algo que nos faz tão bem.

 

 

 

Adoooro toda a inspiração alternativa e cultural da série, de como a Rory é completamente diferente e não se importa com isso, é genuína, fiel a si própria e vence mesmo assim. Não é por isto também que adoramos a série? Que se via tanta gente na altura (nos EUA) a querer chamar as filhas de Rory? E, claro, adoro a simplicidade inacreditável de tudo, cada pormenor, cada pequeno cenário perfeito daquela vila mágica de Stars Hollow. Um dia tenho de lá voltar!

 

Mas agora tenho de, rapidamente, escolher uma nova companhia. O que andam a ver? :)
A minha lista de séries a experimentar é praticamente incontável, mas acho que vou querer continuar nesta onda de simplicidade e inspiração. Alguma boa sugestão nesta área? A chuva que se divirta lá fora, nós aproveitamos esse som maravilhoso que nos aconchega nestes momentos preciosos de pausa e de sofá… Enquanto o inverno durar.

 

Comments

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1 Comment

  • Maria says:

    Por acaso, foi uma série que nunca acompanhei.